Eu vi antes: Entre o silêncio da alma e o eco da tragédia

No dia 10 de março de 2026, em um momento de silêncio profundo, algo rompeu a tranquilidade da minha alma.

Não foi um pensamento. Não foi imaginação. Foi uma visão. Clara. Rápida. Intensa.

Um avião no céu… em dificuldade. Havia algo errado. Era possível sentir. A aeronave estava muito baixa vinha com tudo — lutava. E, em questão de segundos, dentro daquela experiência, a queda aconteceu.

Sem localização. Sem data. Sem nome. Apenas a imagem… e uma sensação impossível de ignorar.

Mas o que mais me atravessou não foi a queda em si. Foi o medo.

O medo de que aquela tragédia não atingisse apenas quem estava dentro da aeronave… mas também o risco de atingir casas.

Diante disso, fiz o que minha consciência espiritual me ensinou ao longo da vida: Registrei. E orei.

Porque há momentos em que a alma não recebe respostas — recebe responsabilidades.

Dias depois, 23 de março de 2026 o mundo se surpreendeu com a notícia da queda de um avião militar na Colômbia. Um Hércules C-130 a queda ocorreu cerca de 2 km do aeroporto. Havia mais de 120 pessoas a bordo (militares e tripulação) até o momento 68 militares perderam a vida, mas graças a Deus e a ajuda da população local houve mais de 50 sobreviventes.

Seguem links da notícia:

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/03/24/vitima-acidente-aviao-colombia.ghtm

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/23/video-mostra-aviao-militar-da-colombia-momentos-antes-de-cair.ghtml

Tudo ecoava, de forma inquietante, aquilo que havia passado diante dos meus olhos interiores dias antes.

Diante disso, pode surgir a pergunta inevitável: Coincidência… ou percepção?

Não escrevo estas palavras para provar. Escrevo para refletir.

Porque há uma linha muito delicada entre afirmar e compreender. E eu escolho a responsabilidade da consciência — não a vaidade da certeza.

Não posso dizer, com exatidão, mas pelas imagens do fato ocorrido, segundos antes do avião tocar o chão, tem grande semelhança com o que visualizei no dia 10 de março em minha visão. Mas posso afirmar, com toda a verdade da minha alma:

Eu senti o que viria. Senti o risco. Senti a fragilidade. Senti o peso invisível que antecede a dor.

E talvez seja isso que muitos ainda não compreendem: Nem toda visão espiritual revela um evento específico. Mas muitas revelam um estado do mundo. Um campo de vulnerabilidade. Um ponto onde algo pode acontecer.

A alma, quando em silêncio verdadeiro, não prevê datas. Ela percebe tensões. Ela capta sinais. Ela pressente o invisível.

E, diante disso, existe apenas uma escolha possível: Ignorar… ou cuidar.

Eu escolhi cuidar. Escolhi transformar a inquietação em oração. Escolhi interceder por vidas que eu sequer conhecia.

E hoje, mais do que nunca, compreendo: Talvez o verdadeiro sentido dessa experiência nunca tenha sido provar que eu vi. Mas mostrar que eu não permaneci indiferente.

Porque o mundo não precisa apenas de quem explica tragédias depois que elas acontecem. O mundo precisa de quem sente antes… e ama antes… e ora antes.

Se há algo que essa vivência me ensinou, é isso: Não temos controle sobre o que virá. Mas temos responsabilidade sobre como nos posicionamos diante do invisível.

E, se minha percepção não pôde impedir o acontecimento… Que ela, ao menos, sirva para despertar consciências.

Para lembrar que a vida é frágil. Que o tempo é imprevisível. E que a espiritualidade, quando verdadeira, não é espetáculo — é compromisso.

Hoje, deixo aqui não uma afirmação absoluta… Mas um chamado.

Que possamos estar mais atentos. Mais sensíveis. Mais humanos. Que possamos orar mais. Cuidar mais. E amar — mesmo antes de saber por quem.

Porque, no fim… o maior dom não é ver. É sentir — e escolher não se calar diante da possibilidade da dor.

Referência da imagem

https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/aviao-militar-que-transportava-soldados-cai-na-colombia

Joaquina Donato

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Meu nome é Joaquina Donato, nasci em 1963, sou sensitiva e me considero mística por natureza, pois aprendi desde muito cedo a conviver com o mistério.